Fotografia: : Instagram via @jorgejesus
Cristiano Ronaldo abandonou a concentração da Seleção em Copenhaga, depois da conferência de imprensa de Jorge Jesus. A mensagem que publicou no Instagram deixa em aberto se o adeus é (ou não) definitivo.
Tudo começou no último jogo do Mundial 2026, quando os admiradores de Cristiano Ronaldo pensaram que poderia ser a despedida do jogador da Seleção. O capitão revelou depois que aquele seria possivelmente o seu último Mundial, mas garantiu que continuaria em campo, com o grande objetivo de chegar aos mil golos.
O primeiro sinal de tensão surgiu em Oslo, durante a fase de grupos da Liga das Nações. Na vitória por 1-2 frente à Noruega, Ronaldo permaneceu o jogo todo no banco. Jorge Jesus chegou a mandá-lo aquecer, mas não o lançou, e o assunto foi abordado pelo selecionador em conferência de imprensa na quarta-feira, dia 30 de setembro.
Não era uma situação habitual na carreira do capitão. Em 2024, Ronaldo já tinha ficado os 90 minutos no banco, mas num jogo particular. Num jogo oficial, a última vez que a Seleção o viu do princípio ao fim sem entrar em campo foi em 2008, há 18 anos. Em Oslo, a história repetiu-se, e, desta vez, o jogador ressentiu-se.
Para o jogo contra a Dinamarca — que se realiza hoje, dia 1 de outubro — o selecionador anunciou que o avançado de 41 anos voltaria a começar no banco. Além disso, ontem, Ronaldo anunciou que tinha abandonado o estágio por decisão própria; abdicando do treino desse dia e viajando de avião particular para Madrid. O jogador diz ter decidido sair depois de uma reunião com o presidente da FPF, Pedro Proença, e a mensagem que publicou no Instagram deixa em aberto se se despede em definitivo da Seleção. A Federação confirmou a saída num curto comunicado e garantiu que a preparação continua com os restantes convocados.
A saída teve uma consequência imediata: a camisola 7 ficou sem dono. Segundo uma lista divulgada pela UEFA, será Rafael Leão a vesti-la no jogo de hoje, contra a Dinamarca. A troca era inevitável, já que o regulamento da Liga das Nações exige que os 23 jogadores da ficha de jogo tenham números de 1 a 23. Afinal, antes de ser de Cristiano Ronaldo, o número 7 era usado em campo por Luís Figo.
Fica por saber se este adeus de Cristiano Ronaldo é definitivo ou apenas mais um capítulo de uma relação com a Seleção Nacional que nunca foi simples.
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