Cultura

Os melhores episódios de séries de 2026 (até agora)

By Josh Rosenberg, Brady Langmann e Eric Francisco 09 Jun 2026

Artwork de Miriam Rafael.

Desde séries que estão a chegar ao fim ou novas séries com grandes ideias, este ano, a televisão tem mesmo de tudo.

Será que a televisão melhorou ou piorou em 2026? É sempre tão difícil comparar. Mesmo quando se olha para trás e vemos um ano fantástico (pense-se na 2ª temporada de Severance e nas estreias de AdolescenceThe Pitt e The Studio) é impossível negar que os primeiros quatro meses de 2026 já produziram alguns candidatos de peso. Widow’s Bay já se está a revelar como a série must-watch do verão, Hacks chegou à sua última temporada, e a 2ª temporada de Beef  tem-nos deixado boquiabertos com a sua representação do amor moderno.

Este ano, o novo rei da televisão, o Dr. Robby (Noah Wyle), regressou para uma segunda temporada emocionante de The Pitt. The Bear lançou um episódio surpresa antes da sua quinta e última temporada, A Knight of the Seven Kingdoms conseguiu criar um spin-off de Game of Thrones que deixou o espectador com um bom sentimento, e Steve Carell regressou às suas raízes na comédia com Rooster, da HBO. Além disso, já vimos James Marsden em três séries de sucesso este ano: Paradise, Your Friends & Neighbors e Jury Duty Presents: Company Retreat. Mesmo que pareça um pouco cedo para afirmar isso, 2026 está certamente num bom caminho.

Se está à procura de algo para ver, destacamos 12 dos melhores episódios de séries do ano até agora.

“9:00 P.M.”, The Pitt (2ª temporada)


Não é fácil manter o nível, especialmente quando se está a defender quase todos os prémios importantes da época do ano passado. Mas Noah Wyle e os criadores de The Pitt fazem com que pareça fácil. A 2ª temporada do drama da HBO Max não teve nenhuma catástrofe ao nível do PittFest, mas explorou o stress pós-traumático induzido por um evento desse género. Nomeadamente no seu herói, o Dr. Robby de Wyle, que parecia um anti-herói durante esta temporada. Depois de ver Robby enfraquecer lentamente ao longo do último turno antes da sua licença sabática, o final da 2ª temporada (9:00 P.M.) vê-o finalmente desmoronar-se perante Abbot (Shawn Hatosy). Robby revela a enorme pressão e dor que o trabalho de toda a sua vida exerce sobre si. Mais tarde, nós (juntamente com Baby Jane Doe) descobrimos onde pode residir a verdadeira profundidade da sua dor: ele foi abandonado quando era criança. Tudo isto é sustentado pela interpretação poderosa e comovente de Wyle, que continua a ser a melhor performance na televisão neste momento. 

“Lodging”, Widow’s Bay


Será que é demasiado cedo para considerar Widow's Bay a série do verão? Não quando a performance de Matthew Rhys está tão boa. A série da Apple TV+ conta uma comédia de terror que acompanha uma cidade costeira amaldiçoada e o seu presidente da câmara (Rhys). Combina o melhor de Raimi, King e Spielberg numa mistura imperdível. Basta ver o episódio, que pode muito bem ser a melhor homenagem a The Shining que alguma vez chegou ao ecrã. Não vamos estragar nenhuma das surpresas hilariantes e horripilantes do episódio, mas fiquem descansados: Rhys está a atuar de forma alucinante, e não o queríamos de outra forma. 

“The Mailman”, Paradise (2ª temporada)


Quando Paradise estreou o quarto episódio da segunda temporada, já tínhamos visto como Xavier e os outros sobreviveram ao The Day. Já era mais do que tempo de descobrirmos como Teri também sobreviveu, e Paradise correspondeu às expectativas com este episódio cativante. Como Paradise não consegue evitar, a série alarga o seu olhar a mais pessoas — nomeadamente, a dois patetas que, por sorte, acabam por criar uma comunidade inteira para si próprios, mesmo que as suas intenções não fossem assim tão puras no início. Embora não seja tão memorável nem comovente como o episódio de The Last of Us, continuam a ser 54 minutos maravilhosos sobre o significado dos laços de uma família forjada sob pressão e um vislumbre da vasta construção do mundo de Paradise que, de alguma forma, se limita a um único edifício.

“Gary”, The Bear


The Bear
lançou um episódio surpresa sem o seu protagonista Jeremy Allen White, centrado em Richie (Ebon Moss-Bachrach) e Mikey (Jon Bernthal). É uma sequela que mostra a dupla excêntrica e autodestrutiva a contrabandear mercadorias para Indiana, EUA. Quando chegam, os dois têm algumas horas livres, então para onde vão? Para o bar, claro. É aí que descobrimos exatamente porque é que este episódio existe — para nos contar mais sobre a escuridão que existe dentro de Mikey e como isso pode ter levado ao seu suicídio. Numa espiral de cocaína e álcool, Mikey conta à talvez imaginária Sherri (Marin Ireland) a profunda dor da sua infância e como as mudanças de humor da mãe lhe ensinaram a temer e a desconfiar de tudo quando era pequeno. The Bear chega à sua última temporada este ano e este episódio apenas tornou a série melhor.

“Angry, Like An Angry Person”, Rooster


Só para fazer justiça ao conflito principal do episódio, sinto-me inclinado a escrever a sinopse com inteligência artificial. Não o farei (editores: juro). Mas é assim que Tommy (Maximo Salas), o aluno exemplar de Rooster, se mete em apuros — ao usar IA para um trabalho, obrigando-o a entregar um trabalho de recuperação antes da meia-noite. Mas isso é apenas metade do que se passa neste delicioso episódio. Esta comédia acolhedora e confortável conta a história de Greg Russo (Steve Carell), um professor universitário que, após uma crise de meia-idade, sai para uma festa com vários dos seus alunos, proporcionando-lhe uma experiência importante no campus que nunca viveu. Carell é incrivelmente charmoso no papel de um caloiro bêbado na casa dos sessenta, convencendo até mesmo o telespectador mais cínico de que vale a pena acompanhar Rooster  durante o resto do semestre.

“In the Name of the Mother”, A Knight of the Seven Kingdoms


A sequência do duelo no penúltimo episódio de A Knight of the Seven Kingdoms foi o momento em que a série derivada de Game of Thrones passou de uma comédia medieval para um drama de desporto. Conhecer a história de Dunk (Peter Claffey) e ver o seu falecido mentor (Danny Webb) encorajá-lo a levantar-se e lutar foi um momento emocionante. É um episódio que trouxe aquilo que faltava aos outros spin-offs de Game of Thrones: um herói por quem torcer.

“Cornhole”, DTF St. Louis


Os primeiros episódios podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma série de televisão. Um primeiro episódio fraco pode fazer com que os potenciais espectadores desistam logo à primeira vista. É por isso que é gratificante ver como DTF St. Louis entrou em força logo desde o início. Metade investigação criminal e metade drama picante centrado na infidelidade de meia-idade nos subúrbios, a série permite que as estrelas principais mostrem o seu lado mais excêntrico: Jason Bateman como um apresentador de meteorologia um pouco tonto que dorme com Linda Cardellini. Já David Harbour fica no meio como um falhado com excesso de peso. Mas isso é apenas a ponta do iceberg de um panorama mais complicado. À medida que DTF St. Louis se desenrola, descobrimos que nada é o que parece — mas é apenas graças a um primeiro episódio forte que faz com que tudo o que se segue brilhe.

“D'Amazing Race”, Hacks (5ª Temporada)


De entre todas as incríveis estrelas convidadas de Hacks, a personagem Deborah DJ Vance Jr., interpretada por Kaitlin Olson, continua a ser a minha favorita. Desde que revelou a sua linha D’Jewelry na 1ª temporada, esta atriz de comédia tem interpretado com perfeição a filha mimada, mas profundamente traumatizada, de uma lenda da comédia egoísta. E a sua (provável) última aparição na 5ª temporada de Hacks não é exceção: é facilmente uma das melhores despedidas de uma personagem que já vimos. Não é só o facto de DJ e Jean Smart percorrerem de forma hilariante um episódio inteiro de The Amazing Race: Celebrity Edition juntas — com uma participação hilariante de Trisha Paytas. O episódio termina com uma despedida bizarra para DJ (a dançar com maquilhagem de palhaço) e uma resolução sincera que parece tão perfeita que é difícil acreditar que nunca ninguém tinha pensado antes.

“The Meeting”, Jury Duty Presents: Company Retreat


Não temos quaisquer problemas em admitir que Company Retreat teve os seus altos e baixos. O novo protagonista da série de partidas da Prime Video, Anthony Norman, simplesmente não conseguiu exercer o mesmo controlo que Ronald Gladden tinha na primeira temporada. A culpa não foi sua — o conceito do retiro da empresa era simplesmente algo completamente diferente. Mas quando um episódio bónus dos bastidores colocou Anthony cara a cara com Ronald Gladden, os dois tiveram uma conversa que lembrou ao público porque é que uma série tão agradável, é, bem, simplesmente tão agradável. Olhando para trás, para a sua experiência, Ronald diz a Anthony: "Eu tive apenas o privilégio de ser eu mesmo".

“We Were Never Supposed to Get This Old”, Your Friends & Neighbors (2ª Temporada)


Algumas séries demoram um pouco a encontrar o seu verdadeiro rumo. Uma segunda temporada pode fazer muito para mudar a sua imagem e dar mais destaque ao que agradou ao público na primeira temporada. E embora não possamos dizer que Your Friends & Neighbors já tenha chegado lá, a comédia dramática da Apple TV conseguiu uma reviravolta incrível no início da segunda temporada. Jon Hamm, o protagonista, interpreta um ladrão que rouba artigos de luxo aos seus amigos ricos; mas surge uma nova personagem, interpretada por James Marsden, que o apanha finalmente em flagrante. Mas não é só isso. A personagem de Marsden faz chantagem para que cometa um crime ainda pior, testando até onde a personagem de Hamm está disposta a levar a sua pequena crise de meia-idade ao estilo de The Thomas Crown Affair. É apenas um pequeno acréscimo que elevou a tensão de uma forma que Your Friends precisava desesperadamente.

“Never Get On One Knee”, Something Very Bad Is Going to Happen


O final de Stranger Things foi, digamos assim, um fiasco. E foi por isso que as expectativas estavam bem baixas em relação a Something Very Bad Is Going to Happen, mesmo que os irmãos Duffer fossem apenas produtores executivos. Ainda assim, a criadora Hayley Z. Boston proporcionou aos espectadores da Netflix um arrepio com a sua série de terror dedicada às ansiedades de dizer que "sim". O primeiro episódio causa uma primeira impressão prodigiosamente forte, com a promessa de emoções arrepiantes muito diferentes das de Stranger Things e define um tom arrepiante totalmente próprio. Boston e os Duffer deixaram toda a gente com verdadeiros calafrios antes mesmo da época dos casamentos ter oficialmente começado.

“It Will Stay This Way and You Will Obey”, Beef (2ª Temporada)


Ainda não sabemos bem o que correu mal com a 2ª temporada de Beef; a audiência da mais recente temporada desta série antológica da Netflix é surpreendentemente baixa. Mas isso não nos faz mudar de opinião: a sátira social do criador Lee Sung Jin — que é, na verdade, uma grande reflexão sobre o amor moderno — continua a ser a melhor série de televisão do ano até agora. O que nos convenceu? O episódio final desta temporada. Filmado em Seul, o final é tanto um thriller de ação (com o icónico ator sul-coreano Song Kang-ho) como um drama matrimonial trágico e cómico. O episódio mostra os quatro atores principais — Cailee Spaeny, Charles Melton, Carey Mulligan e Oscar Isaac — em performances poderosas à medida que cada relação chega ao fim (ou, num caso, a um novo começo duvidoso). E a última imagem, da reencarnação? Ainda estamos a pensar nisso.

Traduzido do original, disponível aqui.

Josh Rosenberg, Brady Langmann e Eric Francisco By Josh Rosenberg, Brady Langmann e Eric Francisco

_Top Esquire

Life Cultura

As 6 salas de cinema que fogem à norma

26 Mar 2026

Cultura

Estes são os 23 filmes mais sexy

03 Apr 2026

Atualidade Cultura

Os melhores filmes de comédia de 2026 (até agora)

08 May 2026

Life Cultura

8 exposições a visitar nos próximos meses

04 May 2026