Neste portefólio, relembramos capas históricas da Esquire.
É verdade que 1933 foi o ano em que o nazismo subiu ao poder na Alemanha, mas também é verdade que doze anos depois essa alucinação coletiva, que provocou a destruição de dois continentes, tinha acabado. Mais discretamente, 1933 foi igualmente o ano em que saiu o primeiro número da Esquire. Prova de que os acontecimentos podem ser traumáticos, mas são menos influentes do que as tendências, que se prolongam no tempo, ainda cá andamos, agora com uma novíssima edição autónoma portuguesa. Nas próximas páginas, viajamos, em modo salta-pocinhas, por algumas capas históricas da Esquire.
A capa da primeira edição, a única que saiu em 1933, é simbólica de uma década fascinada pelos aviões, em especial os hidroaviões, que podiam chegar aos sítios mais inóspitos e isolados da civilização. Para se ter uma noção do fascínio por tudo o que voava, nessa década Hollywood produziu mais filmes sobre pilotos e aviões do que westerns. Por esses anos, até John Ford fez mais filmes com aviões do que com cavalos. A Cavalgada Heróica, já a terminar a década, foi o único western filmado nos anos 30 pelo mais famoso realizador de westerns da história do cinema.
Em 1933 ainda se sentia o impacto da crise económica que afetou principalmente os países desenvolvidos, mas a Esquire não se esqueceu da importância do ócio, da imaginação, do que fazer nos tempos livres. Repararam nesta última palavra? Livres. Os tempos livres continuam a ser os do encontro com a liberdade.

Esquire US abril de 1968 – MUHAMMAD ALI. Muhammad Ali já não era campeão do mundo de pesos pesados no boxe. Tinha-se recusado a combater no Vietname. Na edição de abril de 1968, explicou porquê.
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquerda: Esquire US maio de 1969 – ANDY WARHOL. Andy Warhol chegou a estar clinicamente morto, depois de ser baleado pela feminista Valerie Solanas na Factory. Lutando por não se afogar na sopa Campbell, em Maio de 1968 foi capa da Esquire. Direita: Esquire US agosto de 1963 – RICHARD BURTON e ELIZABETH TAYLOR em Cleopatra. Durante as filmagens de Ceopatra, ninguém percebia como era possível gastar 10 milhões num filmes. A Esquire revelou como se ultrapassaram os 30M.
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquire US julho de 1967. Da violência doméstica até ao conflito militar: a Esquire dedicou a edição de Julho de 1967 a estudar a violência
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquerda: Esquire US dezembro de 1963 – SONNY LISTON. Direita: Esquire US setembro de 1969.
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquire US novembro de 1964 – ELIZABETH TAYLOR com a filha Liza.
Fotografia de Timothy Galfas. Design de George Lois.

Esquerda: Esquire US dezembro de 1966 – CLAUDIA CARDINALE. Direita: Esquire US maio de 1968 – NIXON. O homem que perdeu uma eleições por ser feio, deu origem à capa mais cosmética da história.
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquire US abril de 1970 – JOHNNY WEISSMULLER (Tarzan) e MAUREEN O'SULLIVAN (Jane).
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquerda: Esquire US março de 1964 – Chief JOHNNY BIG TREE. Direita: Esquire US abril de 1964.
Esquerda: Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois. Direita: Design de George Lois.

Esquire US março de 1965 – VIRA LISI
Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquerda: Esquire US maio de 1967. Direita: Esquire US outubro de 1968 – Os KENNEDYS e MARTIN LUTHER KING.
Esquerda: Fotografia de Dick Richards. Design de George Lois. Direita: Fotografia de Carl Fischer. Design de George Lois.

Esquire US junho de 1964 – JFK. Pode uma capa consolar um país inteiro do seu desgosto?
Design de George Lois.
Originalmente publicado na edição de estreia da Esquire Portugal, disponível aqui.
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