Meadow Walker, Jordana Brewster, Vin Diesel, Michelle Rodriguez e Neal H. Moritz assistem à exibição de "The Fast And The Furious" durante a 79.ª edição do Festival de Cinema de Cannes. (Fotografia de Andreas Rentz/Getty Images)
A 79ª edição do Festival de Cannes 2026 arrancou esta terça-feira, 12 de maio, e prolonga-se até 23 de maio, reunindo alguns dos nomes mais relevantes do cinema contemporâneo numa programação que promete dominar a conversa cinéfila das próximas semanas. Ao todo, são 22 filmes em competição pela Palma de Ouro, o prémio mais desejado do festival francês.
Entre autores consagrados e regressos muito aguardados, a seleção oficial deste ano reforça a tendência de Cannes para apostar em realizadores com assinatura própria. Nomes como Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi, Hirokazu Kore-eda e Ryusuke Hamaguchi regressam à competição principal, num alinhamento que mistura cinema de autor, dramas políticos e narrativas intimistas.
Na corrida à Palma de Ouro deste ano estão 22 longas-metragens, num alinhamento que mistura regressos muito aguardados, novos autores e alguns dos nomes mais respeitados do cinema contemporâneo:
- Amarga Navidad, de Pedro Almodóvar;
- Coward, de Lukas Dhont;
- Das Geträumte Abenteuer, de Valeska Grisebach;
- El Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen;
- Fatherland, de Paweł Pawlikowski;
- Fjord, de Cristian Mungiu;
- Garance, de Jeanne Herry;
- Gentle Monster, de Marie Kreutzer;
- Histoires de la Nuit, de Léa Mysius;
- Histoires Parallèles, de Asghar Farhadi;
- Hope, de Na Hong-jin;
- L’Inconnue, de Arthur Harari;
- La Bola Negra, de Javier Calvo e Javier Ambrossi;
- La Vie d’Une Femme, de Charline Bourgeois-Tacquet;
- Minotaur, de Andrey Zvyagintsev;
- Moulin, de László Nemes;
- Nagi Notes, de Kōji Fukada;
- Notre Salut, de Emmanuel Marre;
- Paper Tiger, de James Gray;
- Sheep in the Box, de Hirokazu Kore-eda;
- Soudain, de Ryusuke Hamaguchi;
- The Man I Love, de Ira Sachs.
O cinema português volta a encontrar espaço em Cannes, ainda que fora da corrida à Palma de Ouro. Tiago Guedes regressa ao festival com Aquí, integrado na secção Cannes Première, dedicada a algumas das estreias mais aguardadas fora da competição oficial. A ligação do realizador ao festival francês não é nova, tendo já apresentado os filmes A Herdade e Restos do Vento em edições anteriores.
A representação nacional estende-se também às curtas-metragens. Daniel Soares leva Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio à competição oficial de curtas, uma das secções mais observadas por quem procura os novos nomes do cinema europeu. Já Clara Vieira apresenta Onde Nascem os Pirilampos na La Cinef, programa dedicado a trabalhos de escolas de cinema de todo o mundo e frequentemente apontado como plataforma de descoberta para futuras vozes do cinema de autor.
Este ano, a atriz e cantora norte-americana Barbra Streisand será distinguida com a Palma de Ouro de carreira. O prémio reconhece um percurso artístico raro, que atravessa várias décadas e disciplinas, entre o cinema, a música e a realização. Já o realizador neozelandês Peter Jackson, conhecido pelas sagas The Lord of the Rings e The Hobbit, receberá a Palma de Ouro de honra. A distinção será entregue pelo ator Elijah Wood, eternamente associado ao papel de Frodo.
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