Getty Images / Ilustração de Mike Kim
A minha mulher não podia estar mais satisfeita. Não precisava de um incentivo para o ego. Mas gosto mesmo de como está agora.
Estamos a viver numa golden era da modificação corporal. Quer mais testosterona? Visite o seu spa médico local. Cabelo mais espesso? Existe um comprimido para isso. Queixo mais quadrado? Panturrilhas mais volumosas? As cirurgias para ambos os casos aumentaram nos últimos anos. Hoje em dia, até o pénis pode ser personalizado. Pode torná-lo mais comprido, mais duro, mais largo. Pode até injetar preenchimentos, como os que as pessoas colocam nas bochechas para as tornar mais volumosas.
A empresa PhalloFILL gere a maior rede de clínicas que oferecem preenchimentos penianos — um “tratamento avançado e não cirúrgico para aumentar a circunferência”, como a própria diz. O procedimento consiste na injeção de várias doses de ácido hialurónico no pénis, seguindo-se a utilização de mangas personalizáveis para moldá-lo à forma desejada. A PhalloFILL afirma que se trata de uma alternativa muito mais segura do que os implantes cirúrgicos — mas, ainda assim, implica que enfiem uma agulha no pénis.
Para este artigo, entrevistámos Rick*, um diretor executivo de cibersegurança do Alabama. Ele submeteu-se ao procedimento PhalloFILL em 2023. Diz que a dor valeu a pena. Aparentemente, a vida sexual com a sua esposa, com quem está casado há quase 30 anos, nunca foi tão boa.
*O nome do entrevistado foi alterado para proteger o seu anonimato.
Rick, 50, Alabama
Estou casado há 27 anos e, sinceramente, tem sido uma viagem fantástica. A minha mulher e eu não discutimos muito. Temos três filhos lindos. E sempre tivemos uma vida sexual ativa — pelo menos, várias vezes por semana. Mas as coisas mudam com o tempo, especialmente com as mulheres. Dar à luz três filhos não é brincadeira. A minha mulher teve de fazer uma episiotomia depois da nossa terceira filha — de quem sempre brincamos que tem os ombros de um jogador de futebol americano. Ao longo dos anos, ela ficou cada vez mais frustrada com a forma como as coisas do dia-a-dia — como ir à casa de banho — tinham mudado desde o parto. Um dia, perguntei-lhe se as mudanças também tinham afetado a nossa vida sexual, e ela disse que sim, que já não era como antes.
Isso levou-nos a falar sobre o que poderíamos fazer para, quem sabe, melhorar a situação dela. Sinceramente, eu não precisava que as coisas fossem diferentes. Tenho sempre sucesso quando dormimos juntos. Mas o prazer da minha mulher é muito importante para mim. Quero que ela goste do sexo. Por isso, começámos a investigar possíveis procedimentos a que ela se pudesse submeter para voltar a sentir-se como se sentia antes de ter filhos.
A primeira coisa que considerámos foi a reconstrução vaginal. Já tínhamos isso em mente porque a minha mulher tinha algumas amigas que tinham feito essa cirurgia. Consultámos um cirurgião plástico e rapidamente percebemos o quão invasivo era o procedimento. Envolve bisturi. Envolve robôs. É uma cirurgia de grande porte. Parecia-me demasiado para o corpo dela, só para melhorar uma situação que, para começar, não era necessariamente má, apenas diferente. Não queria que ela fizesse algo tão drástico. Também percebi que aquilo de que estávamos realmente a falar era um problema nosso, não um problema dela. Por isso, comecei a investigar o que eu poderia fazer.
Algumas semanas depois, reparei, por acaso, num cartaz publicitário que anunciava preenchimentos para o pénis. Achei estranho que se fizesse publicidade a algo assim de forma tão ousada, porque a maioria das opções de aumento do pénis parecem duvidosas, como comprimidos vendidos em postos de gasolina ou bombas estranhas. O facto de alguém ter gasto dinheiro num cartaz despertou a minha curiosidade o suficiente para eu pesquisar sobre o assunto. Acabei por encontrar um urologista certificado na cidade que realiza o procedimento. Gostei do facto de ser reversível e não cirúrgico.
Não vou mentir — não olhei para a agulha a entrar. Não queria ver o meu pénis a ser picado.
Correndo o risco de parecer estranho, o meu "equipamento" funciona bem. Estou a aproximar-me dos 50 anos e tenho imensos amigos que sofrem de disfunção erétil. Eu não tenho nenhum desses problemas e não queria fazer nada que pudesse pôr em risco o que tenho de bom.
Também não estava interessado em cirurgia de aumento do pénis, porque já estou na faixa superior do espectro. Não sou nenhuma estrela de filmes pornográficos, mas sou maior do que muitos dos rapazes do balneário, se é que me entendem. Eu realmente não queria mudar o meu corpo e, na verdade, gostei do facto deste profissional ter avaliado se havia problemas de dismorfia corporal. Ele não queria que as pessoas tentassem resolver o que é, na verdade, um problema psicológico com um procedimento físico. Falei com a minha mulher e ela apoiou totalmente a ideia de eu experimentar o preenchimento — o que faz sentido, considerando que não seria ela a enfrentar as agulhas.
Felizmente, o procedimento não foi muito doloroso. Na minha primeira consulta, o médico fez marcas ao longo do meu pénis ereto para indicar onde iria aplicar as injeções. Aplicam uma injeção por cada 2,5 cm do pénis ereto, por isso recebi sete ou oito injeções. Graças a Deus que primeiro aplicam uma injecção de lidocaína. E não aplicam nada na ponta nem nos testículos. Apenas nas laterais do corpo do pénis.
Não vou mentir — não olhei para a agulha a entrar. O médico avisou-me que ia sentir uma pequena picada e eu fixei o olhar no teto. Não queria ver o meu pénis a ser picado. Quando tudo acabou, deram-me uma manga personalizada para usar em casa, para que o preenchimento ficasse liso e no lugar.
Após várias sessões, com intervalos de seis semanas, os resultados tornaram-se claramente evidentes. Mesmo quando está flácido, o meu pénis parece visivelmente mais volumoso e pesado. Não precisava desse impulso para a autoestima, mas talvez, a um nível subconsciente, goste mais da forma como está agora. E, acima de tudo, a minha mulher gosta. Isso apimentou a nossa vida amorosa de formas que eu nunca esperava, porque o crescimento foi gradual. Cada vez que fazíamos sexo após uma consulta, parecia uma nova aventura.
No total, ganhei pouco mais de 2,5 cm de circunferência. A minha circunferência passou de 13,3 cm para 16,5 cm em ereção. Esses 2,5 cm a mais criam mais fricção, o que tanto eu como a minha mulher apreciamos, mas ela especialmente. Ela voltou a ter orgasmos com o bom e velho sexo vaginal. Ainda no outro dia, teve dois em 30 minutos. Saber que ela está tão satisfeita faz de mim o homem mais feliz do mundo.
Traduzido do original, disponível aqui.
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