Fotografia via Instagram @terraesplendida
Entre Porto, Lisboa e a região do Algarve, eis 8 exposições para visitar para acalmar a alma e refletir sobre aquilo que fomos, somos e ainda podemos vir a ser.
Entre recordar e sentir, a Arte está em qualquer lugar — mas há sítios mais especiais do que outros. Seja entre quatro paredes ou através de um edifício inteiro, esculturas que ganham formas em salas celestiais ou até mesmo uma câmara que expressa o olhar de alguém através da fotografia, é a criar que muitos de nós nos sentimos livres. Numa ode a essa liberdade, propomos 8 exposições a visitar pelo país nos próximos meses.
Anna Maria Maiolino – Terra Poética
Foi a partir de 1980 que, através da utilização de materiais como argila, gesso e massas moldáveis, Anna Maria Maiolino começou a explorar a relação entre o gesto e a matéria, onde existe uma enorme ligação poética com cada tipo de material. Agora, no MAAT, em Lisboa, a artista apresenta um conjunto de fotografias que expressam a maneira como o seu trabalho ganhou vida, ao mesmo tempo que relaciona essas mesmas imagens com esculturas que fizeram parte do início da sua carreira.
No MAAT, em Lisboa, até 31 de agosto.
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Vivian Maier – Antologia
Nesta exposição, é dos gestos simples presentes no dia a dia que nasce a Arte. Com uma atenção precisa ao detalhe, Vivian Maier dedicou-se à fotografia durante toda a sua vida, ainda que essa não fosse a sua profissão. Nas suas fotografias, existe um olhar sensível em relação ao que nos rodeia. Aqui, é possível descobrir os interesses da artista: interesses esses que se entrelaçam com o seu modo de ver e fotografar, assim como a maneira como o mundo se foi alterando com o passar do tempo.
No Centro Português de Fotografia, no Porto, até 30 de agosto.
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Passenger Side
Compreender a vida como uma trajetória não linear é o mote das obras reunidas nesta exposição. A Associação 289 abre portas a Passenger Side. Com curadoria de Tiago Tito Candeias, o espaço propõe a interrogação sobre a forma como nos relacionamos com o outro e o nosso próprio percurso, através do trabalho de Renato Chorão, Valéria Martins, José Taborda, Inês Brites e Regina Silva.
Na Associação 289, em Faro, até 26 de junho.
The Sleep That Wakes Us
É entre os sonhos e a realidade que a parte frágil do ser humano se esconde. The Sleep That Wakes Us, de B. Whittaker, explora a ténue fronteira entre a realidade e os sonhos, analisando aqueles que nos surgem recorrentemente e questionando o que os mantém em nós, enquanto revela partes da realidade que os sustentam no subconsciente. As séries apresentadas são paisagens dos sonhos do pintor, que nos convidam a olhar de uma forma profunda para aquilo que sentimos num momento tão frágil.
Na Galeria Geraldes da Silva, no Porto, até 20 de maio.
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Geografias Pessoais
Este projeto tem como intuito mostrar os caminhos pelos quais nos deslocamos devido às experiências que são representadas por desenhos, palavras, objetos e projeções. Nesta exposição, as memórias e o percurso da vida de cada um transformam-se através de um diálogo entre o corpo e o espaço. Através dos olhos artísticos de Leonor Morais, Conceição Gonçalvez e Isabel Machado, este projeto realiza-se numa residência artística de forma a aprofundar e fundir Geografias Pessoais na vida de cada um.
No Centro Cultural de Lagos, até 4 de julho.
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O Portugal de Todd Webb
A primeira exposição dedicada a Todd Webb — um dos maiores fotógrafos americanos — chega agora à Fundação Calouste Gulbenkian. Esta exposição engloba 60 fotografias que o artista doou à Fundação, juntamente com dois projetos que realizou em Nova Iorque e na África Subsariana. Com curadoria de Jorge Calado, este projeto propõe uma exposição bilingue.
Na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, até 27 de julho.
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Voltas da Vida – Ontem como Hoje
Voltas da Vida – Ontem como Hoje é a última exposição de um ciclo iniciado em 2023 sobre o arquivo de Manoel de Oliveira, destacando os anos finais da sua carreira (1990-2015) – marcados por grande produtividade e maturidade artística. Esta exposição evidencia o seu estilo reflexivo, a ligação ao contexto histórico português – como o 25 de abril – e a sua influência no cinema nacional e internacional.
Na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, no Porto, até 14 de outubro.
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Personagens e Intérpretes
Com curadoria de Bruno Marchand, esta exposição leva-nos até ao momento em que a obra de João Penalva se estende da pintura para algo com forma (1990), celebrando os 50 anos da atividade do artista e os seus 30 anos como artista plástico. As propostas apresentadas por Penalva variam entre a realidade e a ficção, destacando uma experiência imersiva e fluída.
Na Culturgest, em Lisboa, até 12 de julho.
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